Que auto estima! Tesla pretende zerar emissões de CO2 com o Nikola One



 

A mais recente companhia a entrar no setor da mobilidade elétrica pretende revolucionar os caminhões. O objetivo da Nikola Motor Company é mimetizar o percurso de sucesso que foi feito pela Tesla (que fabrica automóveis elétricos) ao longo dos últimos anos e, curiosamente, partilham algumas semelhanças no nome. Isto porque o primeiro nome de Tesla, o inventor e engenheiro, era… Nikola. Agora, apresentando o chamado caminhão do futuro, o Nikola One trabalha com duas colossais baterias recarregáveis com nitrogênio. Não vai uma gota sequer de combustivel fossil nesse gigante pesado.

 

Compreendendo as necessidades das empresas de transportes em termos de rentabilidade e de concessão logística, a Nikola promete um caminhão mais leve em cerca de 900 kg (frente a um Diesel atual), o que se reflete decisivamente na eficiência e redução de custos. Além disso, com a redução de peso no trator e na cabine, o Nikola One consegue dessa forma carregar mais carga a bordo.

 

Na parte da motorização (com cerca de 1.000 CV de potência), o Nikola One reúne as vantagens da célula de combustível a hidrogênio que alimentam baterias de íons de lítio com 320 kWh de capacidade, com as emissões resultantes a serem apenas vapor de água. Uma vez mais, atendendo à redução de custos operacionais das empresas transportadoras, a substituição de um motor Diesel por um elétrico alimentado por hidrogênio permite reduzir drasticamente as operações de manutenção. A autonomia combinada deste modelo chegará os 2.000 quilômetros, com o pack energético (baterias e tanque de hidrogênio) de maiores dimensões.

 

O interior foi muito trabalhado pela Nikola, que privilegiou a facilidade de acesso e de saída e a visibilidade geral, mas também não descuidou da vivência a bordo. A entrada é pela lateral, e não pela frente. O interior ainda conta com uma geladeira, duas camas, e uma TV de plasma de 60 ploegadas.

 

O plano da Nikola reveste-se de grande ambição, mesmo tendo em conta que a companhia não conta com um local de produção próprio, mas está no processo de finalização de acordos para o conseguir (estimando-se o seu custo em um bilhão de dólares). Quando estiver concluída, a Nikola deverá ter uma capacidade de produção anual de 50.000 unidades. De acordo com o site Autoblog, os primeiros caminhões poderão chegar à estrada em 2020, sendo que as primeiras cinco mil unidades serão feitas em parceria com a Fitzgerald. Um plano que parece estar surtindo efeitos, uma vez que a recém-criada marca tem já mais de 4 bilhões de dólares em pré-encomendas. Os veículos serão propostos para compra ou em formato de leasing variável entre os 5.000 e os 7.000 dólares por mês, durante 72 meses, oferendo ainda aos clientes um milhão de milhas de hidrogênio.

 

A este respeito, nota-se que a Nikola pretende fabricar o hidrogênio e ter uma rede de abastecimento própria.

 

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